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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Clero Arciprestal dá-se a conhecer no You Tube





Os padres do Arciprestado de Águeda estão no You Tube para falar sobre a missão do padre no contexto actual da Igreja e do mundo, sobre as alegrias e dificuldades da vida sacerdotal e sobre as suas histórias pessoais. A iniciativa acontece integrada em pleno Ano Sacerdotal, proclamado pelo Papa Bento XVI, usando as novas tecnologias da informação ao serviço da evangelização e da construção da Igreja neste tempo e neste mundo.
Juntamente com os padres do Arciprestado está o Bispo da Diocese, D. António Francisco, que aceitou o desafio e cujo vídeo aqui apresentamos.
Os vídeos resultantes desta iniciativa serão colocados quer no canal do Arciprestado no You Tube e serão igualmente reproduzidos no blogue arciprestal.
Para as entrevistas aos sacerdotes de Águeda, orientadas pelo Diácono José António, seguiu-se um esquema comum, com os seguintes blocos temáticos: apresentação pessoal, vocação, vida sacerdotal e aspectos interpelantes, ano sacerdotal e mensagem aos cibernautas. Os vídeos serão colocados tendo em conta estes itens.

No canal arciprestal no You Tube já figuram alguns víedos: Festa Arciprestal do Corpo de Deus, Ordenação Diaconal, Presbiteral e Missa Nova do Padre João (natural deste Arciprestado e que aconteceu há um ano), bodas de prata sacerdotais do arcipreste, Pe. Júlio Grangeia, reportagens televisivas sobre os assaltos às Igrejas e Festas do Arciprestado com Jovens. Também a palavra de apresentação do blogue e da iniciativa do clero arciprestal se dar a conhecer no You Tube está já disponível.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Clero de Aveiro em formação



“Ano Sacerdotal: do Mistério ao Ministério”

Arrancou a Semana da Formação do Clero de Aveiro que decorre até sexta-feira, na Casa Diocesana de Albergaria-a-Velha. “Ano Sacerdotal: do Mistério ao Ministério” é o tema escolhido para esta acção de formação que congrega bispos, padres e diáconos da Diocese de Aveiro.

Na palavra de abertura, depois da oração de Laudes, D. António Francisco lançou o mote para os trabalhos. Deixou uma primeira palavra de estímulo aos presentes, assentindo que a formação deverá servir para “reavivar o dom que há em cada um”, ainda na linha do Simpósio do Clero de Portugal que decorreu em Setembro de 2009, em Fátima.

De seguida, deixou uma mensagem de comunhão com todos os presentes a quem pediu que, com fidelidade, amem a Igreja como Mãe e Mestra.

Vocações sacerdotais, religiosas e consagradas e formação permanente do clero foram tidas em consideração pelo prelado que recordou os quatro pilares da formação permanente: «intimidade com Cristo, relação com os outros, responsabilidade para com o dom recebido e continuidade no tempo».

Novos tempos exigem mudanças no padre

A primeira comunicação dos trabalhos pertenceu a D. António Marcelimo que abordou o badalado tema “Padres para este tempo”. Depois de anotar algumas características do tempo actual, o bispo emérito de Aveiro afirmou que o padre de hoje deve manifestar particular atenção à frenética mudança cultural que o mundo assiste, salientando que «novos tempos exigem mudanças dentro de cada um».

«Ao servidor compete adaptar-se às necessidades e exigências daqueles a quem serve», garantiu D. Marcelino, sustentando que essas mudanças e adaptações devem «partir sempre do interior de cada pessoa».

Aliás, «a Igreja ao longo dos tempos tem sido um contínuo adaptar-se para melhor servir». O prelado apontou que os maiores desafios da Igreja actual são a «indiferença religiosa» e o «laicismo militante».

Falando a um presbitério bem conhecido, D. António Marcelino pediu que a Igreja não pactue com uma «pastoral da manutenção». Para combater esta tendência exortou a que a acção pastoral vá ao encontro dos problemas das pessoas. Nesse sentido, os planos ou programas pastorais devem ter em atenção a vida concretas das pessoas bem como a vertigem das mudanças sócio-culturais que a sociedade vai sofrendo.

Formação dos leigos e pastoral de conjunto ou orgânica foram questões abordadas na intervenção de D. António Marcelino, que deixou o apelo: «Onde está o Espírito Santo, aí está a força, a inovação, a renovação, a mudança e a conversão».

Já a terminar deixou as marcas características do que é, ou deve ser, a vida sacerdotal. Assim, o padre é homem de Deus, configurado com Cristo e comprometido com a salvação de todos. Deve ser próximo, entregue por inteiro à missão e procurando força na vivência da caridade pastoral. Além disso, é homem da Igreja em união afectiva e efectiva com o Bispo e o Presbitério. Deve rejeitar o carreirismo e procurar ser criativo e inovador na acção pastoral conjunta/eclesial.

Leigos definem o padre de hoje

De tarde, realizou-se um painel, moderado pelo padre Querubim Silva, sobre “O que se diz do padre”, e que contou com a presença de Élio Maia, presidente da Câmara de Aveiro, Ivan Dias, director executivo do “Diário de Aveiro”, Ondina Matos, enfermeira e jovem do Secretariado Diocesano de Pastoral Juvenil e Vocacional, e Irmã Helena Maria, da Congregação do Amor de Deus.

O dia encerrou com a celebração da Eucaristia com Vésperas, seguindo-se o jantar.


Diác. José António Carneiro
foto: Pe. Júlio Grangeia
mais fotos aqui

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Bispo de Aveiro condena violência contra sacerdote diocesano

Nota Pastoral do Bispo de Aveiro condena acto de violência contra sacerdote


Presença e testemunho

1.
Na tarde do passado sábado, dia 16 de Janeiro, o Padre Manuel Marques Dias, sacerdote da Diocese de Aveiro, foi assaltado e agredido na sua casa, no lugar de Cristelo, na vila e paróquia da Branca, Albergaria-a-Velha, onde reside com uma sua Irmã.

Este acto de violência, sem qualquer sentido nem razão, magoa-nos a todos, como cidadãos, como irmãos na fé, como membros do presbitério e como Igreja que somos.

Estive com o Padre Marques Dias e com a sua Irmã logo que tive conhecimento. Aí encontrei o seu Pároco, os seus familiares e vários membros da Comunidade cristã, num belo testemunho de presença solidária.

Agradeço a presença e o testemunho de todos os que desde o início o acompanharam dedicadamente, em casa e no Hospital.

Não estranhei a serenidade do Padre Marques Dias, em momento tão difícil da sua vida. Quantos o conhecem e sobretudo aqueles que o tiveram como pároco, ao longo de cinquenta e cinco anos de vida sacerdotal, sabem da simplicidade da sua vida, dada por inteiro e em tudo ao serviço de todos, com verdade, despojamento e generosidade.

Foi no caminho de regresso da Visita Pastoral à paróquia de S. Lourenço do Bairro, onde ele foi pároco durante oito anos, na década de sessenta, e aí é recordado com afecto e gratidão, que tive conhecimento do que lhe acontecera. Transmiti-lhe esta gratidão que dá sentido à vida, alivia o sofrimento e ilumina com o brilho da luz e com a beleza do ministério sacerdotal as horas mais difíceis.

2.
Acontecimentos como estes são, certamente, mais frequentes do que imaginamos. Ninguém está a salvo daqueles que não respeitam as pessoas nem os bens.

Nada, porém, justifica o que aconteceu aqui com um irmão nosso, como nada explica o que vai acontecendo um pouco por todo o País. Os idosos, os indefesos e os pobres sentem-se cada vez mais sós, inseguros e vulneráveis.

As portas sempre abertas como a da casa do Padre Marques Dias, que abre as portas da casa como sempre abriu as portas da vida, do ministério e do coração a todos os vizinhos e paroquianos, não legitimam a violência e as portas fechadas de tanta gente não lhe servem de barreira.

A crise social por que passamos não deve justificar todos os desvarios. O problema é mais fundo e por isso mesmo mais doloroso e difícil. O valor da dignidade humana, a importância da educação para os valores, o respeito sagrado pela vida, o espírito saudável e feliz da vida de família são feridos e beliscados sempre que alguém os esquece ou ignora.

Todos somos chamados a ser educadores na escola de uma cidadania alicerçada em valores inalienáveis e perenes. O País deve preocupar-se mais com esta prioridade.

3.
À Igreja não pertence julgar os agressores. Confiamos à Justiça, o direito e o dever de o fazer.

À Igreja pertence, isso sim, juntar à tristeza destes acontecimentos, a compaixão cristã por quem sofre e por quem ofende e não abdicar da tarefa contínua de educar para os valores sagrados e invioláveis das pessoas, das famílias e das comunidades.

Exige-se dos cristãos um trabalho incansável e um testemunho corajoso de fé e de vida, que nos leve a ser fermento evangélico de um mundo novo, justo e fraterno.

Sentimos que essa é a força da nossa fé e aí se exprime em cada acto humano, em cada tempo e em cada cultura a ética cristã inspirada no mandamento novo de Jesus Cristo.

+ António Francisco dos Santos
Bispo de Aveiro

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Assembleia de Presbíteros em Albergaria

Cerca de 60 sacerdotes, 3 bispos e 2 diáconos participaram em mais uma edição da Assembleia de Presbíteros da diocese de Aveiro. Em pleno Ano Sacerdotal, a Casa Diocesana de Albergaria acolheu o grupo que esteve reunido desde as 10h00 até às 17h00.

A jornada começou com a oração de Laudes finda a qual foi lançado um trabalho de grupo pelo padre Joaquim Martins, da Comissão Organizadora das Actividades do Ano Sacerdotal. Constituíram-se quatro grupos: os formados em Lisboa, no Porto, em Coimbra, e os formados noutros locais. A reflexão decorreu antes da Eucaristia e foi apresentada em plenário da parte da tarde, num momento em que cada um ficou a conhecer-se melhor e a conhecer o presbitério aveirense.

D. António Francisco fez uma síntese das ideias apresentadas:
1. seminários são embriões e escolas de presbitério
2. diversidade de origem e de percursos não é razão de conflito
3. Aveiro é a diocese portuguesa com um percurso de formação de presbíteros mais diversificado
4. mesmo assim, o trabalho pastoral é desenvolvido por sacerdotes que se consideram e vivem como irmãos
5. convém sempre valorizar e potenciar o pré-seminário e os seminários.

A Eucaristia decorreu ao final da manhã e foi verdadeiro momento de acção de graças.

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De manhã, D. António Francisco apresentou alguns dados relevantes que exponho.

Em 71 anos de diocese - depois da restauração - foram ordenados em Aveiro 182 padres.
Destes, dois foram/são bispos (D. Júlio e D. António dos Santos); 78 já faleceram; dois foram para institutos de vida religiosa; 19 abandonaram; 1 foi para o Porto.

Hoje são 83. 76 estão na diocese, 5 estão fora e 2 em repouso.

De fora da diocese estão 13 padres.

Há dois diáconos em estágio em ordem à ordenação presbiteral - um também de fora da diocese.

Há 3 congregações religiosas e um movimento apostólico.

Esta é a realidade da diocese de Aveiro.

Para todos pensarmos...


Nota Bene: o Arciprestado de Águeda esteve muitíssimo bem representado e com uma taxa de participação na ordem dos 90 por cento.
Diácono José António Carneiro