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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Assaltos a Cemitérios: Comunicado do Clero Arciprestal



Reunido no habitual encontro mensal, no Centro Social e Paroquial de Recardães, o Clero do Arciprestado de Águeda, da Diocese de Aveiro, reflectiu e analisou a recente “onda” de assaltos a cemitérios localizados no território deste Arciprestado. Da reflexão resultou a seguinte tomada de posição:
1. Os cemitérios são espaços de jurisdição autárquica.
2. Ao mesmo tempo, são espaços onde a Igreja interage na celebração do Ritual das Exéquias e sepultura de cadáveres e, ainda, nas celebrações anuais de Fiéis Defuntos.
3. Neste sentido, para os cristãos, o cemitério é um local sagrado, apesar da sua laicização. O Ritual das Exéquias prevê, inclusivamente, a bênção das sepulturas.
4. Mesmo do ponto de vista meramente humano, os cemitérios são locais de respeito e consideração porque são lugar de repouso dos antepassados.
5. O Clero Arciprestal de Águeda, consternado e entristecido, repudia, veementemente, todos os actos de vandalismo e usurpação que vários cemitérios localizados em território arciprestal têm sido alvo.
6. Entende o Clero de Águeda que tais actos, para além criminosos, manifestam um grave desrespeito pela memória dos antepassados.
7. A crise económico-financeira que atravessamos não pode ser justificação e desculpa destes actos. Estes crimes reflectem uma certa mentalidade actual, insensível e desrespeitadora, apostada em extirpar os valores do humanismo cristão, como a dignidade humana, a fraternidade, a solidariedade e o amor.
8. Da nossa parte fica o compromisso de alertar e sensibilizar o Povo de Deus a nós confiado para um cuidado redobrado e maior cautela quanto a bens pessoais e familiares.
9. Não nos resta, desde modo, outra possibilidade que fazer votos para que as autoridades competentes tenham à sua disposição os recursos humanos e os efectivos necessários para maior vigilância destes espaços. E que a investigação destes actos criminosos leve à punição de quem os cometeu.

Centro Social e Paroquial de Recardães
25 de Fevereiro de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Clero Arciprestal dá-se a conhecer no You Tube





Os padres do Arciprestado de Águeda estão no You Tube para falar sobre a missão do padre no contexto actual da Igreja e do mundo, sobre as alegrias e dificuldades da vida sacerdotal e sobre as suas histórias pessoais. A iniciativa acontece integrada em pleno Ano Sacerdotal, proclamado pelo Papa Bento XVI, usando as novas tecnologias da informação ao serviço da evangelização e da construção da Igreja neste tempo e neste mundo.
Juntamente com os padres do Arciprestado está o Bispo da Diocese, D. António Francisco, que aceitou o desafio e cujo vídeo aqui apresentamos.
Os vídeos resultantes desta iniciativa serão colocados quer no canal do Arciprestado no You Tube e serão igualmente reproduzidos no blogue arciprestal.
Para as entrevistas aos sacerdotes de Águeda, orientadas pelo Diácono José António, seguiu-se um esquema comum, com os seguintes blocos temáticos: apresentação pessoal, vocação, vida sacerdotal e aspectos interpelantes, ano sacerdotal e mensagem aos cibernautas. Os vídeos serão colocados tendo em conta estes itens.

No canal arciprestal no You Tube já figuram alguns víedos: Festa Arciprestal do Corpo de Deus, Ordenação Diaconal, Presbiteral e Missa Nova do Padre João (natural deste Arciprestado e que aconteceu há um ano), bodas de prata sacerdotais do arcipreste, Pe. Júlio Grangeia, reportagens televisivas sobre os assaltos às Igrejas e Festas do Arciprestado com Jovens. Também a palavra de apresentação do blogue e da iniciativa do clero arciprestal se dar a conhecer no You Tube está já disponível.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Fraternidade presbiteral é difícil, possível e fundamental





Os trabalhos da tarde de quinta-feira da formação do Clero de Aveiro procuraram responder à questão “Será possível uma fraternidade presbiteral?”. Depois de explanar a questão da fraternidade e da unidade, e também dos seus contrários, Pe. Emilio Magaña, da Pontifícia Universidade Gregoriana respondeu positivamente: “Sim é possível a fraternidade sacerdotal, mas esta requer a graça de Deus, a nossa oração, o nosso esforço e muito trabalho”.
O jesuíta começou por assegurar que a formação humana dos sacerdotes é importante em relação aos destinatários do ministério e que aquela deve ajudar a “plasmar a personalidade de modo a não ser obstáculo a que os demais encontrem Jesus Cristo”.
Para o docente da Pontifícia Universidade Gregoriana “uma personalidade desequilibrada é obstáculo à evangelização”. Daí que seja fundamental buscar a maturidade da personalidade, que seja equilibrada, livre, forte e capaz das responsabilidades pastorais.
Baseado na exortação “Pastores dabo vobis” assentiu que “o sacerdote deve ser afável, acolhedor, sincero, prudente, discreto, generoso, disponível, capaz de suscitar relação, compreensivo, homem de perdão e consolador”.
E afirmou: “Não podemos ser construtores de comunidades se nós próprios não somos exemplo de unidade entre nós”. Neste sentido, colocou o presbitério como lugar de referência onde se vive o ministério sacerdotal e diaconal em unidade com os irmãos.
Para o orador “a vida fraterna sacerdotal mede-se pela capacidade de relação com os outros serena e confiadamente”. Assim sendo, o presbitério deve ser o lugar onde o sacerdote se realiza e se sente feliz e incorporado não apenas pelo vínculo da incardinação.
A cada sacerdote é, contudo, pedido que se reconheça como é, com limites e falhas, mas também com virtudes, dons e capacidades. Além disso, deve viver o momento presente como se fosse o último e, por fim, descobrir no que se faz a vivênvia da vocação.
Depois de ter apontado a empatia e a auto-estima como virtudes fundamentais da vida sacerdotal, elencou, ao invés, uma série de atitudes ou formas de ser sacerdotais que em nada beneficiam a construção da fraternidade presbiteral. Aqui falou dos padres que se digladiam abertamente e que não se falam e evitam-se. Referiu aqueles que se auto-elegem os vigilantes da ortodoxia da diocese e ainda dos que sabem tudo sobre todos e conhecem sempre as últimas notícias sobre os outros sacerdotes. Apontou também aqueles que se auto-determinam juízes e que têm opinião sobre tudo. Sacerdotes especialistas em negativismo, violentos, falsos e hipócritas foram outras formas de ser referenciadas por Emilio Magaña para quem com este tipo de pessoas não é possível formar qualquer tipo de comunidade e presbitério.
O docente mexicano não passou ao lado de algumas patologias nas quais os sacerdotes podem cair: narcisismo, ira e nervosismo e aborrecimento. Estas formas de viver o ministério sacerdotal, segundo o orador, mais cedo ou mais tarde, conduzirão à depressão e à frustração da pessoa.
O último ponto da comunicação foi dedicado ao Magistério da Igreja particularmente naquilo que ele diz sobre a fraternidade sacerdotal. “Lumen Gentium” e “Presbyterorum Ordinis” foram os dois documentos base que serviram à reflexão do jesuíta. Antes de terminar deixou quatro pontos imprescindíveis para se poder criar comunhão: aceitação dos outros: respeito, compreensão e estima; sentir com o presbiterado e, finalmente, trato próximo e cordial.

Diácono José António Carneiro

Formação Espiritual é centro vital da vida dos sacerdotes




Pe. Emilio Magaña orientou trabalhos do dia e encerra jornadas sexta-feira

O Pe. Emilio Magaña, da Pontifícia Universidade Gregoriana, foi convidado para o terceiro dia das jornadas de formação do Clero de Aveiro. O sacerdote jesuíta, de origem mexicana, abordou de manhã a “Formação Espiritual dos Presbíteros” e, de tarde, procurou responder à questão “Será possível uma fraternidade presbiteral?“. Para o último dia das jornadas, sexta-feira, o mesmo orador foi desafiado a falar sobre as “Linhas de força da formação ao presbiterado”.
Sobre a formação espiritual, o jesuíta defendeu que esta é o “centro vital da vida dos sacerdotes” e que “não termina com a formação inicial, senão com a morte”. Esta formação deve conduzir o padre a ser um “alter-Christus” sendo que a formação humana é base da formação espiritual.
Na Carta aos Gálatas (4, 19-20), o Pe. Emilio foi buscar a definição da formação espiritual: é a conformação com Cristo e, por isso, constitui o centro vital do sacerdote.
O orador apontou ainda uma “crise de identidade sacerdotal” e destacou que “a identidade está naquilo que somos e não naquilo que fazemos e que somos chamados a ser”, ou seja, sacerdotes.
Para além da necessidade de a formação espiritual dar tempo privilegiado de discernimento, de enamoramento e de descoberta de Cristo, ela deve também combater um certo individualismo muitas vezes vivido pelos sacerdotes.
O jesuíta finalizou a primeira intervenção, das três que foi convidado fazer, anotando os aspectos ou caminhos a que a formação espiritual deve levar: “acercar-se da dor dos irmãos, assumir um estilo de vida ascética, ter disciplina de vida, discernir a forma de ser e, pró fim, caridade pastora”.
No debate da manhã, o Pe. Magaña aflorou ainda algumas questões levantadas pelos ouvintes como o sacerdócio de Cristo, a formação espiritual dos seminários e a formação espiritual na vida sacerdotal, a crise vocacional, o equilíbrio desejado pela formação espiritual e o uso moderado e racional das novas tecnologias da informação.


Diácono José António Carneiro
fotos pe. júlio

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Clero de Aveiro alertado para a necessidade de formação




Jornadas em Albergaria congregam meia centena de padres e diáconos

O segundo dia da formação do Clero de Aveiro arrancou com uma comunicação sobre a Formação Permanente dos Presbíteros, a partir do pensamento de Amadeo Cencini. O cónego António Jorge, da diocese de Viseu, foi o orador convidado e apresentou em traços largos as linhas mestras de Cencini – sacerdote italiano que esteve presente no último Simpósio do Clero de Portugal – sobre a formação permanente.
António Jorge reforçou as ideias daquele italiano que usa a metáfora da respiração humana para falar da formação permanente. “A Formação Permanente é como a respiração humana ainda que com arritmias e intermitências”, frisou. De seguida, lançou os pressupostos dessa mesma formação permanente a partir do que defende Cencini: renovação da consagração; novo modo de formar candidatos; colocação no centro da formação sacerdotal a formação permanente e, por fim, renovação da própria ideia de formação.
Para o sacerdote viseense, a formação permanente é uma longa parábola inacabada, é crescimento contínuo para Cristo que deve ser pensada antes sequer da formação inicial dos candidatos ao sacerdócio. “A formação permanente não pode ser mera reciclagem intelectual e deve ser tida em consideração logo no início da caminhada de discernimento vocacional no Seminário”, apontou. E prosseguiu: “Não podemos no Seminário continuar a formar ‘padres para este tempo’ uma vez que quando chegar a hora do exercício pastoral esse tempo já passou”, afirmou o sacerdote, ressalvando, deste modo, a importância da formação permanente.
O Pe. António Jorge referiu ainda a “docibilitas” como a ideia central do pensamento de Cencini. E deixou a definição da palavra latina: “Pleno envolvimento activo e responsável da pessoa no processo educativo e formativo”. Para o conferencista esta “docibilitas” deve começar a ser ensinada nos Seminários.
No diálogo sequente à comunicação, António Jorge ressalvou a necessidade de um maior acompanhamento aos sacerdotes por parte quer do bispo que do próprio presbitério. Vincou, por fim, a necessidade de se perceber a formação permanente como “respiro da vida”, tendo a percepção de que tudo o que se faz no dia-a-dia se engloba e envolve nesse mesmo processo de formação permanente que leva ao crescimento e a uma maior conformação com Cristo Bom Pastor.
NB: por motivos pastorais não estive presente de tarde e como tal não posso deixar informações sobre a comunicação de D. Carlos Azevedo

Diácono José António Carneiro
fotos do padre Júlio disponíveis

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Clero de Aveiro em formação



“Ano Sacerdotal: do Mistério ao Ministério”

Arrancou a Semana da Formação do Clero de Aveiro que decorre até sexta-feira, na Casa Diocesana de Albergaria-a-Velha. “Ano Sacerdotal: do Mistério ao Ministério” é o tema escolhido para esta acção de formação que congrega bispos, padres e diáconos da Diocese de Aveiro.

Na palavra de abertura, depois da oração de Laudes, D. António Francisco lançou o mote para os trabalhos. Deixou uma primeira palavra de estímulo aos presentes, assentindo que a formação deverá servir para “reavivar o dom que há em cada um”, ainda na linha do Simpósio do Clero de Portugal que decorreu em Setembro de 2009, em Fátima.

De seguida, deixou uma mensagem de comunhão com todos os presentes a quem pediu que, com fidelidade, amem a Igreja como Mãe e Mestra.

Vocações sacerdotais, religiosas e consagradas e formação permanente do clero foram tidas em consideração pelo prelado que recordou os quatro pilares da formação permanente: «intimidade com Cristo, relação com os outros, responsabilidade para com o dom recebido e continuidade no tempo».

Novos tempos exigem mudanças no padre

A primeira comunicação dos trabalhos pertenceu a D. António Marcelimo que abordou o badalado tema “Padres para este tempo”. Depois de anotar algumas características do tempo actual, o bispo emérito de Aveiro afirmou que o padre de hoje deve manifestar particular atenção à frenética mudança cultural que o mundo assiste, salientando que «novos tempos exigem mudanças dentro de cada um».

«Ao servidor compete adaptar-se às necessidades e exigências daqueles a quem serve», garantiu D. Marcelino, sustentando que essas mudanças e adaptações devem «partir sempre do interior de cada pessoa».

Aliás, «a Igreja ao longo dos tempos tem sido um contínuo adaptar-se para melhor servir». O prelado apontou que os maiores desafios da Igreja actual são a «indiferença religiosa» e o «laicismo militante».

Falando a um presbitério bem conhecido, D. António Marcelino pediu que a Igreja não pactue com uma «pastoral da manutenção». Para combater esta tendência exortou a que a acção pastoral vá ao encontro dos problemas das pessoas. Nesse sentido, os planos ou programas pastorais devem ter em atenção a vida concretas das pessoas bem como a vertigem das mudanças sócio-culturais que a sociedade vai sofrendo.

Formação dos leigos e pastoral de conjunto ou orgânica foram questões abordadas na intervenção de D. António Marcelino, que deixou o apelo: «Onde está o Espírito Santo, aí está a força, a inovação, a renovação, a mudança e a conversão».

Já a terminar deixou as marcas características do que é, ou deve ser, a vida sacerdotal. Assim, o padre é homem de Deus, configurado com Cristo e comprometido com a salvação de todos. Deve ser próximo, entregue por inteiro à missão e procurando força na vivência da caridade pastoral. Além disso, é homem da Igreja em união afectiva e efectiva com o Bispo e o Presbitério. Deve rejeitar o carreirismo e procurar ser criativo e inovador na acção pastoral conjunta/eclesial.

Leigos definem o padre de hoje

De tarde, realizou-se um painel, moderado pelo padre Querubim Silva, sobre “O que se diz do padre”, e que contou com a presença de Élio Maia, presidente da Câmara de Aveiro, Ivan Dias, director executivo do “Diário de Aveiro”, Ondina Matos, enfermeira e jovem do Secretariado Diocesano de Pastoral Juvenil e Vocacional, e Irmã Helena Maria, da Congregação do Amor de Deus.

O dia encerrou com a celebração da Eucaristia com Vésperas, seguindo-se o jantar.


Diác. José António Carneiro
foto: Pe. Júlio Grangeia
mais fotos aqui

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Clero de Águeda reuniu para preparar Quaresma/Páscoa

O Clero de Águeda reuniu ontem, dia 4 de Fevereiro, no Centro Social de Recardães para debater e preparar os tempos litúrgicos da Quaresma e da Páscoa que se aproximam a passos largos. Algumas questões da vida diocesana e arciprestal foram também faladas, para além do compromisso de publicitar o Programa “Águeda Solidária”, que arrancou em Outubro passado e não está a ter a necessária repercussão nas pessoas a que se destina.
Sobre a caminhada da Quaresma/Páscoa 2010 foi abordada a questão dos sinais exteriores que podem ser usados, particularmente um estandarte, à imagem do utilizado no Natal, mas este com a imagem de Cristo Ressuscitado.
Foram apontados ainda assuntos ligados à vida diocesana e arciprestal, especialmente o Dia da Igreja Diocesana e o Dia Arciprestal do Corpo de Deus e a semana de formação para o Clero, a decorrer de 8 a 12 de Fevereiro, em Albergaria.
Houve ainda tempo para receber um pedido dos promotores do programa “Águeda Solidária” que, segundo Janine Oliveira, precisa de credibilização junto das pessoas do Concelho. Este programa, que visa apoiar pessoas com mais de 65 anos ou com deficiência e que estão em situações de solidão e isolamento, não está a ter a devida repercussão, tendo de Outubro até agora recebido apenas oito inscrições. Cada pároco encarregar-se-á de fazer a devida publicitação junto das suas comunidades paroquiais.
O encontro começou como habitualmente com a oração da Liturgia das Horas e com a leitura do Evangelho do Domingo V do Tempo Comum, seguindo-se partilha individual.
A próxima reunião ficou agendada para 4 de Março, à mesma hora e no mesmo local.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010