sábado, 17 de setembro de 2011

A mesma missão: ser transparência de Deus em terras aveirenses (Nota a respeito da nomeação para a Paróquia da Glória-Sé)













1.A qualidade das coisas boas da vida não pode ser medida por nenhuma quantidade. A qualidade das relações estabelecidas durante os quase dois anos passados em Águeda, mais concretamente nas nove paróquias que compõem a UPA, também não pode ser quantificada. Foram tempos – menos de dois anos é pouco, mas se somarmos os meses, os dias, as horas, os segundos já dá muito mais – ricos e belos, carregados de experiências, de partilha. Tempo de ser Igreja com os outros, nesta bela e exigente experiência de Unidade Pastoral.

2.Aqui cresci também como homem e como cristão. Aqui aprendi a ser padre ao jeito e ao modo do coração do Bom e do Belo Pastor. Aqui recebi muito mais do que o pouquinho que dei. E isto gera gratidão no meu coração. Gratidão, em primeiro, a Deus que permitiu esta passagem em terras aguedenses. Gratidão à Igreja, quer a de Braga, que possibilitou a minha vinda, quer a de Aveiro, que concretizou essa vinda. Gratidão aos padres que comigo fizeram Unidade Pastoral. O Pe. José Camões, o Pe. Jorge Fragoso, o Pe. José Carlos e o Pe. Francisco Rebelo. Com eles foi e é fácil fazer equipa. Foi belo crescer como irmãos no ministério. Gratidão ao diácono Semedo e ao diácono Afonso, eu diácono como eles quando cheguei a Águeda, porque com eles aprendi esta entrega generosa ao Evangelho e à Igreja de Cristo. Gratidão ao santo Povo de Deus que nas nove paróquias da UPA querem fazer a sua fé mais consciente e madura. De Macieira, Préstimo e Castanheira, de Barrô e Borralha, de Trofa, Lamas e Segadães e de Águeda recebi, em todos os lados, belos testemunhos e exemplos de fé e de caminhada cristã, e conscientes compromissos na vida e na missão da Igreja, que se pretende e precisa para os nossos tempos. A minha gratidão estende-se a todos os padres do Arciprestado de Águeda. Em primeiro o seu arcipreste, Pe. Júlio Grangeia e todos os outros: padres Costa Leite, Manuel Armando, Paulo Gandarinho, João Paulo, e também ao Pe. Tavares. Obrigado a todos pelo testemunho de vida sacerdotal. Nos párocos reconheço o carinho, amizade e estima recíproca de todos os cristãos que peregrinam neste Arciprestado de Águeda.

3.Vou para a cidade de Aveiro mas uma boa parte do coração já fica e já tem o selo de Águeda. Parafraseando Ana Moura num belo fado, também eu hoje digo: “até ao fim do fim, eu vou-te amar”. Porque o podeis contar da minha parte, espero de todos, daqui em diante, a mesma amizade e a mesma oração. Pede-me a Igreja de Aveiro, por intermédio do seu Pastor, D. António Francisco, que sirva na comunidade paroquial da Glória, em Aveiro. É a comunidade onde se situa a igreja-mãe da Diocese, a Sé Catedral, onde nos poderemos encontrar em variados momentos e celebrações diocesanas que lá decorrem. Como sempre, e porque foi para isso que a Igreja me ordenou, aceitei a proposta, na certeza de que levo o mesmo entusiasmo que trouxe para Águeda, a mesma alegria e a mesma energia. Como me disse, recentemente, alguém que estimo: “Somos padres ao serviço da Igreja, onde quer que seja. Sempre “nómadas”. Assim quero continuar!

4.Permiti que saúde o Nuno Queirós, um nortenho como eu, que fará o seu estágio para a ordenação diaconal e presbiteral, aqui na UPA, neste Arciprestado de Águeda. Desejo que seja feliz nestas terras e possa ajudar outros a serem felizes, falando-lhes da grande felicidade que é seguir a Cristo, Modelo e Mestre, Caminho, Verdade e Vida.
5.António Machado, o poeta sevilhano, escreveu: Caminhante, são teus rastos/ o caminho, e nada mais;/ caminhante, não há caminho,/ faz-se caminho ao andar(…). Meus amigos: o nosso andar cruzou-se. Mas os nossos trilhos não terminam. Continuamos a andar ainda que com coordenadas diferentes. Mas vamos em frente. Prosseguimos seguros na mão de Deus. Até sempre!

Pe. José António Carneiro

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Formação para Catequistas no arranque de mais um ano


Tomar consciência do que significa ser catequista e dar relevo à questão do testemunho de vida cristã daqueles que são chamados, na Igreja, a serem evangelizadores são duas das linhas de acção a ser aprofundadas na formação marcada para o arranque deste novo ano pastroal e que se destina a todos os catequistas e animadores do Arciprestado de Águeda.
Esta acção, que é organizada pela Equipa Arciprestal de Catequese, liderada pelo Pe. Jorge Fragoso, será ministrada pelo Secretariado Diocesano de Catequse de Infância e Adolescência e vai ter lugar no Centro Social e Paroquial de Recardães.
Às inscrições que decorreram entre Julho e Setembro acederam perto de duas centenas de catequistas que tiveram a oportunidade de optar por três noites de formação (dias 20, 21 e 23 de Setembro, das 21h00 às 23h00) ou por um sábado (dia 24, das 9h00 até às 17h00. Para os catequistas que participarem na formação de sábado, o almoço (não incluído na jóia de inscrição) decorrerá na cantina do Centro de Recardães, mediante o respectivo pagamento.
A análise da pedagogia quer ao nível da comunicação quer da formação catequética é outros dos temos que os catequistas do Arciprestado poderão tratar, para além de poderem partilhas ideias e colocar dúvidas e problemas em relação às suas catequeses paroquiais ou grupos.
No encerramento desta formação o Vigário Episcopal da Educação Cristã e pároco de Recardães e Fermentelos, Pe. Costa Leite, presidirá a uma Eucaristia, na igreja de Recardães, pelas 18h30 de sábado, na qual são convidados a marcar presença todos os catequistas que fizeram qualquer dos modelos de formação arciprestal e todos ops outros que por qualquer motivo não puderam estar nas formações.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Nomeações na Diocese de Aveiro: Pe. José António deixa Águeda rumo a Aveiro



D. António Francisco apresentou as nomeações de padres na Diocese de Aveiro. No Arciprestado de Águeda regista-se uma mudança: o Pe. José António Carneiro, até agora Vigário Paroquial da UPA, foi nomeado Vigário Paroquial da Glória-Sé, no Arciprestado de Aveiro. A Águeda chega o Nuno Queirós que fará o seu estágio para a Ordenação Diaconal/Sacerdotal na UPA.
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Recordo o que nos diz a Exortação Apostólica, “Dar-vos-ei Pastores”, citada no texto do nosso II Sínodo Diocesano: “Os presbíteros «chamados ao serviço do Povo de Deus, como prudentes cooperadores da ordem episcopal, constituem com o Bispo um único presbitério ou corpo sacerdotal, embora diversificado nas suas funções. Em comunhão com o Bispo, santificam e dirigem a porção da grei do Senhor que lhes foi confiada, tornam visível nesse lugar a Igreja universal, e dão o seu contributo eficaz para a edificação de todo o corpo de Cristo. O ministério do presbítero tem uma radical forma comunitária e só pode ser assumido como forma colectiva» (cf. PDV 17). Cada sacerdote, seja diocesano ou religioso, está unido aos outros membros deste presbitério, na base do sacramento da Ordem, por particulares vínculos de caridade apostólica, de ministério e de fraternidade.” (cf. II Sínodo de Aveiro, pág. 55 e 56). Atento ao bem maior do serviço do Povo de Deus, tendo em conta o dom inestimável do ministério ordenado para a vida da nossa Igreja diocesana, neste caminho pastoral rumo ao Jubileu Diocesano em que celebramos setenta e cinco anos da restauração da Diocese, e reconhecendo a renovada disponibilidade e permanente generosidade manifestadas por todos, Hei por Bem nomear:

- P.e Alberto Guirao Romariz, Pároco de Nossa Senhora do Loreto de Paradela do Vouga, continuando Pároco de Santa Maria de Sever do Vouga, no Arciprestado de Sever do Vouga;

- P.e António de Almeida Cruz, Pároco de S. Salvador de Ílhavo, no Arciprestado de Ílhavo, continuando Director Espiritual Diocesano do Movimento dos Cursilhos de Cristandade;

- P.e António Francisco da Silva Cabeça, Pároco de S. João Baptista de Cedrim, continuando Pároco de Santo Estêvão de Couto de Esteves e de S. Martinho de Pessegueiro do Vouga, no Arciprestado de Sever do Vouga;

- P.e Arnaldo de Sousa Lopes,P.e Arnaldo de Sousa Lopes, Vigário Paroquial de Santo André de Esgueira, no Arciprestado de Aveiro;

- P.e Fernando Simões Carvalho da Silva, Vigário Paroquial de Santo António de Oliveirinha, no Arciprestado de Aveiro;

- P.e Francisco José de Oliveira Martins, Pároco de S. Miguel de Oliveira do Bairro e de S. Vicente de Sangalhos, no Arciprestado de Oliveira do Bairro, continuando Director do Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar;

- P.e Francisco Manuel Costa (Sacerdote do Coração de Jesus - Dehonianos), Pároco de Santo Isidoro de Eixo, no Arciprestado de Aveiro;

- P.e João Carlos de Almeida Carvalho (Diocese de Viseu), Vigário Paroquial de S. Tiago de Beduído, Arciprestado de Estarreja;

- P.e João Manuel Marques Gonçalves, Vigário Paroquial de S. Salvador de Ílhavo, continuando Pároco de Nossa Senhora do Carmo da Gafanha do Carmo, no Arciprestado de Ílhavo;

- Mons. João da Silva Antão, Colaborador dos Párocos do Arciprestado da Murtosa;

- P.e José António Ribeiro de Lima Carneiro, Vigário Paroquial de Nossa Senhora da Glória – Sé, no Arciprestado de Aveiro;

- P.e José Carlos da Silva Lopes, Pároco de S. Mamede de Talhadas, no Arciprestado de Sever do Vouga, continuando Secretário do Bispo Diocesano e Assistente do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil e Vocacional;

- P.e José Manuel Marques Pereira, Pároco de Nossa Senhora de Fátima e Director Diocesano do Apostolado da Oração, continuando Pároco de S. Paio de Requeixo, no Arciprestado de Aveiro, e Director do Secretariado Diocesano de Pastoral Litúrgica;

- P.e José Martins Belinquete, colaborador do Pároco de S. Salvador de Ílhavo, no Arciprestado de Ílhavo;

- P.e José Soares Lourenço, Vigário Paroquial de S. Salvador de Ílhavo e de Nossa Senhora do Carmo da Gafanha do Carmo, no Arciprestado de Ílhavo;

- P.e Licínio Manuel Figueiredo Cardoso, Pároco de Nossa Senhora de Fátima de Dornelas, continuando Pároco de S. João Baptista de Silva Escura e de S. João Baptista de Rocas do Vouga, no Arciprestado de Sever do Vouga;

- P.e Manuel Augusto Marques Oliveira, Vigário Paroquial de Santa Marinha de Avanca, no Arciprestado de Estarreja, continuando Assistente Regional do C. N. E. (Escutismo Católico).

Aveiro, 25 de Julho de 2011, Festa de S. Tiago Apóstolo

+António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Pe. João Paulo: “Gosto do que faço e faço o que gosto”




Pe. João Paulo Sarabando Marques celebrou Bodas de Prata Sacerdotais numa concelebração eucarística com três bispos, uma dúzia de padres e dois diáconos e uma igreja apinhada de lotada de fiéis e amigos e familiares

“Gosto do que faço e faço o que gosto”. Foi desta forma que o Pe. João Paulo Sarabando Marques sintetizou o que tem sido estes 25 anos de vida sacerdotal ao serviço da Igreja de Aveiro. O sacerdote que actualmente é pároco de Valongo e Macinhata, no arciprestado de Águeda, celebrou no passado dia 6 de Julho, as suas Bodas de Prata Sacerdotais, numa concelebração eucarística onde estiveram 3 bispos, um dúzia de padres e dois diáconos, numa assembleia numerosa que lotou por completo a igreja paroquial de Macinhata.
Já na parte final da Eucaristia que foi presidida – a pedido de D. António Francisco – pelo Bispo Emérito de Aveiro, D. António Marcelino, o sacerdote foi agraciado pelo Clero arciprestal, que lhe ofereceu uma estola, e por outros grupos e instituições sociais e cívicas que lhe deixaram algumas recordações. O sacerdote aniversariante agradeceu a presença de todos, de forma muito amável e cordial, e deu graças a Deus não por o ter chamado, mas por ter recebido a capacidade para responder com fidelidade ao longo dos 25 anos.
No início da celebração, animada pelo grupo coral jovem de Macinhata, o actual bispo de Aveiro saudou o padre João Paulo, ordenado há 25 anos, no Santuário de Nossa Senhora de Vagos, por D. Manuel de Almeida Trindade, e agradeceu ao Senhor a fidelidade, a alegria e a dedicação do sacerdote que é natural de Vagos.
Já na homilia, D. António Marcelino desafiou as comunidades e as famílias a estarem mais atentas e empenhadas na pastoral vocacional. “Deus não se cansa de chamar”, afirmou o prelado, concluindo em jeito de prece com as palavras cantadas no salmo responsorial: “Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações”.
No final da Eucaristia, o Padre João Paulo ofereceu ao clero que esteve presente na celebração o jantar num restaurante local.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Mais de 3 mil pessoas no Souto do Rio celebraram o “Corpo de Deus”























Celebração envolveu de forma especial crianças que comungaram pela primeira vez

Mais de 3 mil cristãos do Arciprestado de Águeda celebraram o “Corpo de Deus”, na passada quinta-feira, numa concelebração eucarística, que decorreu, como habitualmente, no Souto do Rio, a partir das 10h30.
Provenientes das 19 paróquias de Águeda e de Avelãs de Caminho (Anadia) e Fermentelos (Oliveira do Bairro) os cristãos confluíram para este parque situado na freguesia da Borralha e na presença do clero aguedense celebraram Eucaristia da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo presidida pelo arcipreste, Pe. Júlio Grangeia.

Na celebração, que foi animada musicalmente pelo coro de Aguada de Baixo e Avelãs de Caminho, cerca de 60 Crianças de todas as paróquias do Arciprestado tomaram parte integrante em três momentos precisos: na entronização da Palavra de Deus, por ocasião da apresentação dos dons e na adoração ao Santíssimo Sacramento – já no final da Eucaristia.
Na Liturgia da Palavra, vinte Crianças que comungaram este ano pela primeira vez trouxeram outras tantas velas acesas, ladeando a Bíblia; na apresentação dos dons, com outras tantas velas, ladearam o transporte de tudo o que era necessário para o Altar, e na adoração mais vinte leram um jogral eucarístico, feito com frases curtas ditas Jesus, ajudando à oração e à interiorização, durante a procissão eucarística que envolveu todos quantos estavam presentes no recinto.
Na mesma celebração, evocaram-se os 25 anos de Ordenação Sacerdotal do Pe. João Paulo (recorde-se que acontece a 6 de Julho, numa celebração eucarística na igreja de Macinhata, às 19h30) e rezou-se pelo Pe. Costa Leite e restante família, depois do falecimento da sua mãe.
Depois, da bênção final, o trânsito automóvel para escoar no sentido do Candam demorou mais de 45 minutos altura em que os acessos ficaram descongestionados graças à intervenção da GNR. Os Bombeiros de Águeda também lá estiveram de prevenção com uma ambulância, mas felizmente a sua intervenção foi necessária para socorrer um pequeno corte.



terça-feira, 21 de junho de 2011

Corpo de Deus: Celebração Arciprestal de Águeda


Esta Quinta-Feira, os caminhos dos cristãos de Águeda vão até ao Souto do Rio na Borralha:

Celebração Eucarística da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, no aprazível Souto do Rio, na Borralha, para todos os cristão do Arciprestado de Águeda.
Como vem sendo hábito, não haverá mais nenhuma Eucaristia em todo o arciprestado nesse dia, para que todos possamos convergir para esta celebração/festa arciprestal.
Vamos relevar a participação da crianças que fizeram a Festa da Eucaristia (Primeira Comunhão). Vamos rezar pelo arciprestado, pelo Clero, em especial pelo Pe. João Paulo, no ano em que celebra as Bodas de Prata Sacerdotais, e por todos os cristãos leigos que peregrinam em Águeda.
Não perca a oportunidade e o convite para este Banquete, onde o alimento e o sustento é Jesus Cristo. Vamos reunir todo o arciprestado de Águeda e vamos afirmar a nossa fé e manifestar a nossa gratidão a Jesus presente para nós na Eucaristia.
Começa às 10h30.

Morreu a Mãe do Pe. Costa Leite



Mensagem do Pe. Costa Leite, aquando da morte da sua mãe:






As vidas terrenas passam e passam depressa;
as referências ficam para continuar a dar bons frutos em nós.

A minha e a gratidão dos meus irmãos, sobrinhos e cunhados a todos quantos presencialmente ou não estiveram em comunhão connosco nestes dias. Na certeza de que a vida não acaba, mas apenas se transforma, continuamos em comunhão de Igreja com os que já partiram. Não estão mortos nem perdidos, estão nas mãos de Deus e nada nem ninguém os poderá arrebatar da felicidade eterna. A saudade far-nos-á seguir sempre os caminhos da fé que eles nos ensinaram, e quando chegar a nossa vez … só é preciso que a seriedade da vida tenha estado sempre presente, … e não tenhamos sido inúteis.
Se seguirmos estes caminhos chegaremos sempre a DEUS.
Obrigado a todos.

http://fermentelos.diocaveiro.net/?p=1500

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Diocese avança com Casa Sacerdotal





A Casa Sacerdotal será mais um sinal visível, “uma âncora e um farol de esperança” neste caminho pastoral que a todos nos deve envolver e mobilizar.


É a hora de começar

Vamos iniciar a construção da Casa Sacerdotal. As razões, que desde sempre nos motivaram a levar por diante esta iniciativa, são cada vez mais prementes. A idade avança para todos, as necessidades surgem nas mais diversas circunstâncias, muitas vezes de forma surpreendente e inesperada, as expectativas estão criadas, a generosidade, manifestada em gestos muitos belos, foi despertando um pouco por todo o lado e urge que as esperanças e os sonhos de ontem possam ser realidade já amanhã.

Recordo as primeiras palavras escritas na Nota Pastoral, de Quinta Feira Santa, 20 de Março de 2008, ao anunciar oficialmente à Diocese este propósito respaldado numa firme convicção: “Ao decidir construir a Casa Sacerdotal de Aveiro estou a pensar nos sacerdotes de hoje e do futuro e em quantos ao longo da vida dedicadamente os acompanharam e serviram. Penso na Casa Sacerdotal como quem vê surgir, no horizonte do tempo e no coração de Aveiro, um Santuário de Gratidão da Diocese aos seus sacerdotes”.

Sei que este projecto, que é de todos e para todos, se fez caminho de comunhão e de unidade no Presbitério e na Diocese. Assim, depressa esta iniciativa se tornou um belo sinal de amor de Deus pelo seu povo e uma serena certeza de bênção para os sacerdotes.

Esta é agora a hora de começar. O projecto está elaborado e aprovado, nas suas mais diversas vertentes, cumprindo as exigências legais, acolhendo as normas das várias instâncias e obedecendo a todos os requisitos, inclusivamente para que no futuro se possa diligenciar no sentido de celebração de acordos sociais de cooperação. Construído em propriedade do Seminário de Santa Joana Princesa, será o Seminário o Dono de Obra e ao Seminário pertencerá o novo edifício construído, assim como a sua direcção e orientação no futuro.

Também aqui lembro o que já na referida Nota pastoral escrevi: “Os seminaristas e pré-seminaristas de hoje são a esperança e o caminho do futuro do Presbitério e os sacerdotes são para eles a sua herança, memória e bênção”. Seminário e Casa Sacerdotal são, assim, dois espaços que se integram, completam e compreendem mutuamente no mesmo arco do tempo da vida dos sacerdotes e em igual e intenso amor pela sua missão. São como dois pulmões de um só corpo. Seminário e Casa Sacerdotal têm a mesma invocação e são igualmente confiados à protecção de Santa Joana Princesa, nossa Padroeira.

O concurso foi feito. E a obra já está adjudicada. A recente Assembleia dos Sacerdotes, realizada no dia 20 de Maio, ajudou-nos a sentir com alegria e clareza a urgência de que se reveste a Casa Sacerdotal e as possibilidades concretas que se abrem ao financiamento da sua rápida construção.

Esta é, por isso, a hora de convocar a Diocese para a generosidade. Sabemos que são difíceis os tempos que vivemos. Mas sabemos, também, que desde o início da nossa Igreja diocesana todas as obras nasceram mais da fé intrépida dos nossos bispos, da colaboração sempre generosa dos irmãos sacerdotes e das iniciativas persistentes e criativas das comunidades e dos fiéis do que da abundância dos bens financeiros, que a Diocese nunca teve. A escassez de bens económicos permitiu descobrir o valor maior de todas as ajudas, desde as mais pequenas dádivas, e abriu caminho abençoado para a criatividade que emprestou engenho e arte às múltiplas iniciativas que em cada momento foram surgindo.

Venho, por isso, agradecer às pessoas e paróquias, às instituições e empresas que desde o primeiro anúncio manifestaram plena abertura a esta iniciativa e acolheram com alegria renovada esta causa. Já se sentem os primeiros gestos de generosidade e são já vários os sinais expressivos de colaboração. Os primeiros contributos tornaram possível que déssemos os passos necessários, saldássemos as despesas iniciais e possamos agora firmar os alicerces sólidos da construção que vai nascer.

Estou consciente de que os primeiros gestos de espontânea e sustentada generosidade se vão agora multiplicar de forma consistente e em âmbito alargado em todas as paróquias, sem esquecer as comunidades emigrantes no estrangeiro, sobretudo aquelas em que têm trabalhado sacerdotes da Diocese de Aveiro.

A partir desta hora de começar veremos dia a dia a obra crescer e precisamos para isso da ajuda comum e da colaboração conjugada de todos. Neste percurso pastoral que estamos a viver rumo ao Jubileu da nossa Diocese, propomo-nos ser Igreja que vive e celebra na alegria o seu crescimento na fé e na caridade, se abre ao mundo com ânimo evangelizador e é rosto de esperança. A Casa Sacerdotal será mais um sinal visível, “uma âncora e um farol de esperança” neste caminho pastoral que a todos nos deve envolver e mobilizar.

Sabemos que no início da construção do Seminário, o senhor D. João Evangelista de Lima Vidal, o consagrou ao Sagrado Coração de Jesus, consciente do valor da oração e numa expressão muito viva do seu coração de Pastor que sempre procurou ter, desde a própria inscrição no seu brasão episcopal ao seu permanente carinho pelos Seminários e pelos sacerdotes nas terras que serviu.

Neste mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, também eu quero confiar ao desvelo de Jesus, o Mestre e Pastor, à bênção de Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, e à intercessão de Santa Joana, nossa Padroeira, a Casa Sacerdotal e o sentido de serviço à Diocese de Aveiro que nela se vai cumprir.

Aveiro, 1 de Junho de 2011

+António Francisco dos Santos

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Jovens de Águeda viveram “Go(o)d Night”




















































































Boa afluência de participação juvenil permite pensar na reedição da iniciativa da EAPJVÁgueda no próximo ano

A iniciativa organizada pela Equipa Arciprestal da Pastoral Juvenil e Vocacional de Águeda designada “Go(o)d Night” reuniu, na noite de 27 para 28 de Maio, mais de 200 jovens acompanhados por mais de 40 animadores e ainda por mais de uma dezena de pais e adultos que se associaram ou à actividade inteira ou a partes da peregrinação.
Os objectivos previstos pela EAPJVÁgueda foram cumpridos na generalidade o que leva a afirmar que no cômputo geral a iniciativa foi extremamente positiva.
A peregrinação que começou em Bolfiar (um lugar da Freguesia de Águeda) e terminou em Belazaima do Chão foi uma oportunidade para todos os participantes reforçarem laços de unidade e de amizade, mas ficou pautada, também, por diversos e sentidos momentos de oração individual e comunitária.
Depois do acolhimento na praia fluvial de Bolfiar, os jovens dirigiram-se para a Capela de S. Geraldo e aí celebraram Eucaristia presidida pelo Padre Francisco Rebelo e concelebrada pelos Delegados arciprestais para a Juventude em terras de Águeda: Padre José António Carneiro e José Carlos Pereira.
No fim da missa, a peregrinação seguiu até à praia fluvial da Redonda (na freguesia da Castanheira), não sem antes os participantes tomarem maior conhecimento da Mensagem de Bento XVI para as Jornadas Mundiais da Juventude, que decorre em Agosto, em Madrid.
Na Redonda, os participantes puderam ouvir “vozes da noite”, experimentando e contemplando a noite, o escuto, as estrelas, o silêncio, o vazio e o nada.
Depois de um reconfortante chá, começou a recitação do terço que decorreu até Belazaima, onde se chegou pelas 4h30.
O programa continuou com dinâmicas, com a Via Lucis, e com a oração da manhã, preparadas por diferentes grupos de jovens do arciprestado.
Para o encerramento, antes do pequeno-almoço, realizou-se uma largada de balões, que para além do colorido que deram ao nascer do sol, levavam escritos os sentimentos que os participantes experienciaram durante a noite.
Com a “Go(o)d Night ‘11”, a EAPJVÁgueda terminou as suas actividades deste ano, olhando e preparando, agora, a participação de alguns jovens na JMJ.
Pela afluência de participantes e pelas positivas avaliações pessoais até ao momento, tudo leva a crer que a iniciativa possa ser reeditada noutras oportunidades.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Celebração Arciprestal do Corpo de Deus decorre a 23 de Junho no Souto Rio





Clero Arciprestal decidiu envolver, de modo especial, as crianças que fizeram ou farão ainda a Primeira Comunhão nas paróquias


O Clero do Arciprestado de Águeda definiu, na reunião de Maio, que a celebração arciprestal do Corpo de Deus decorrerá, como o habitual, no espaço do Souto Rio, na Borralha. Este ano a celebração decorre a 23 de Junho e a missa está marcada para as 10h30 para todo o Arcipretado, uma vez que, nesse dia, não há missas nas paróquias, como já vem sendo hábito.
Este ano pretende-se envolver, de uma maneira mais especial, as crianças que nas paróquias o Arciprestado fizeram ou farão ainda as sua Primeira Comunhão. Para preparar a celebração decidiu-se definir uma equipa interparoquial que, com o padre José António Carneiro, trarará de pensar essa participação das crianças assim como toda a estrutura e dinâmica da Eucaristia e do momento de oração/adoração eucarística.

Na mesma reunião arciprestal foi abordada a celebração das Bodas de Prata Sacerdotais do padre João Paulo Sarabando, que decorrem a 6 de Julho. Neste dia, haverá uma concelebração eucarística com todo o clero arciprestal. Depois, no dia 10, será a vez de as paróquias de Valongo e Macinhata, onde o sacerdote é pároco, celebrarem a efeméride.